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O poder do Android no mercado de smartphones [leitura obrigatória]

Postado por em 11/05/2010 – 2:16Sem comentário

android wars O poder do Android no mercado de smartphones [leitura obrigatória]

O desenvolvimento open source e baseado em comunidades será a abordagem dominante no mercado de smartphones, marginalizando o papel e o valor das plataformas de sistemas operacionais proprietários.

Inovações em dispositivos e aplicações serão cada vez mais focadas em produtos comerciais baseados nessas plataformas. Companhias terão que adotar esses smartphones, que podem levar a uma maior padronização, mas também a novos desafios de segurança.

Neste artigo, explicamos essa tendência open source no mercado de smartphones, apontamos as suas conseqüências para usuários e fornecedores e oferecemos conselhos para organizações de TI.

Considerações básicas

- Já adotado pela HTC, Motorola, Samsung, Sony Ericsson e LG, o Android será o segundo principal sistema operacional para smartphones em 2010, respondendo por 18% das vendas globais de smartphones.

- O Symbian, da Nokia, atual SO dominante com participação global de mercado de 51% , será open source em 2010. Em 2010, o Symbian open source liderará o mercado de smartphones com participação de 37%.

- O Maemo verá maior adoção nos smartphones sofisticados da Nokia e, junto com outros projetos baseados em Linux, responderá por 6% do mercado em 2012.

Recomendações

- Empresas deveriam monitorar a mudança para o open source no mercado de sistemas operacionais móveis e identificar oportunidades para conquistar uma maior padronização em seu posicionamento no setor móvel.

- Fabricantes de handset de segundo e terceiro nível deveriam começar a considerar a adoção de uma plataforma open source para novos modelos de smartphones como alternativa a modelos baseados em sistemas de pagamento de royalty. Essa mudança será mais econômica e permitirá uma entrada mais rápida no mercado.

- Fabricantes de handsets deveriam usar plataformas open source em vez de plataformas proprietárias para aparelhos comuns. O interesse de operadoras em plataformas mais flexíveis está aumentando.

O QUE VOCÊ PRECISA SABER

O mercado de smartphones sera dominado por plataformas open source em 2012. Android, Symbian, Maemo e vários sistemas operacionais baseados em Linux responderão por de 62% do mercado. Plataformas proprietárias da RIM e da Apple terão participação de mercado de 27%. O Windows Mobile da Microsoft será pressionado por essas duas abordagens e deverá controlar 9% do mercado.

Comunidades de desenvolvedores, ecossistemas consumidores vibrantes e lojas de aplicações crescerão em torno dessas plataformas open source e vão orientar a inovação em dispositivos e aplicações. Organizações devem avaliar novos smartphones baseados em sistemas open source como parte de sua estratégia de mobilidade, para alcançar a padronização.

CONSIDERAÇÕES PARA PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

Em 2010, 62% dos novos smartphones usarão sistema operacional open source.

ANÁLISE

Diversas atividades e desenvolvimentos envolvendo plataformas de SO open source estão ganhando destaque no mercado de handsets. O Android é o SO móvel open source desenvolvido pelo Google e pela Open Handset Alliance (OHA). Dois anos após seu surgimento no mercado, esta plataforma já foi adotada por múltiplas fabricantes de handsets. Até agora, HTC, Motorola, Samsung, Sony Ericsson e LG já estrearam ou anunciaram o desenvolvimento de smartphones baseados nesta plataforma open source. De forma curiosa, todos esses players também se comprometeram com a plataforma Windows Mobile – mas continuam investindo em produtos baseados no Android.

O Android é um forte candidato a estimular plataformas baseadas em Linux mais consistentes e fomentar sua ampla adoção comercial, graças ao peso do Google e ao comprometimento dos membros da OHA. O Android deve se tornar o segundo maior sistema operacional para smartphones em 2012, respondendo por 18% das vendas globais.

Enquanto isso, o Symbian, da Nokia, lidera o mercado com participação global de mercado de 51%. Em 2010, o Symbian será open source, por meio da iniciativa comandada pela Symbian Foundation. Em 2012, o Symbian open source dominará o mercado de smartphones, com 37%.

No caso da Nokia, a evolução chegará por meio do Maemo, o novo SO adotado para smartphones sofisticados. Esta será a plataforma favorita para este tipo de dispositivos nos próximos anos, substituindo o Symbian. O Maemo verá uma forte adoção nos smartphones sofisticados da Nokia, atingindo participação de mercado de 4,5% em 2012. O Maemo e outros projetos open source baseados no Linux responderão por 6% do mercado.

A consequência dessas tendências, segundo o Gartner, será uma mudança em direção a plataformas open source no mercado de handsets. Até 2012, 62% dos novos smartphones usarão um sistema operacional open source. Uma nova abordagem de desenvolvimento baseado em comunidade orientará o mercado de SO móvel. Fabricantes de handsets e operadoras móveis poderão participar diretamente deste mercado, influenciando prioridades e seguimentos estratégicos para os sistemas operacionais open source. Eles explorarão idéias e extensões para outros membros, levando a inovações mais rápidas de produtos. Nenhum taxa de licenciamento ou royalty afetará o preço do dispositivo, diferentemente do que acontece com o modelo tradicional baseado em royalty usado pela Microsoft.

A mudança para o open source reduzirá o valor comercial dos SOS móveis. Isto terá significativas implicações para a Microsoft e seu sistema operacional proprietário.

A Microsoft continuará lutando para sustentar o modelo de negócio do Windows Mobile, baseado em taxas de licenciamento e royalties. O posicionamento competitivo da Microsoft no mercado de smartphones será desafiado como drasticamente. Muitos OEMs do Windows Mobile já estão optando por modelos baseados no Android. Será difícil aumentar a presença em um mercado como esse a menos que a companhia aprimore sua plataforma e mude seu modelo de negócio.

O Windows Mobile da Microsoft está sendo relegado a um nicho do mercado em decadência entre dois seguimentos de peso: plataformas open source e plataformas integradas proprietárias. Uma maneira de a Microsoft lidar com esta concorrência seria transformar o Windows Mobile em um projeto open source, com desenvolvimento baseado e comunidade e sem royalties. Outra opção seria que a Microsoft focasse em integração completa e desenvolvesse um novo produto único que integrasse hardware, SO e software, seguindo os exemplos da Apple e da RIM. Entretanto, nenhuma dessas alternativas parece provável, já que a Microsoft tem uma atitude negativa em relação ao open source e uma história sem muitos sucessos em relação a hardware. Além disso, a Microsoft até agora não deu nenhum passo em nenhuma dessas direções.

A companhia acelerará a tendência de disponibilizar seus produtos colaborativos em diversas plataformas móveis. Isso fará com que o SO seja um item de menos importância para o lucro futuro com implementação de suas aplicações em smartphones.

Fabricantes e operadoras ganharão controle sobre as plataformas e escalabilidade. Eles poderão se dedicar a exigências estratégicas específicas e oferecer novos modelos e capacidades de smartphones mais rapidamente, customizando partes do software de diferenciando ferramentas.

Barreiras tradicionais para pequenos fabricantes que pretendem ingressar no mercado de smartphones diminuirão conforme os fornecedores adotem plataformas open source.

Plataformas móveis open source acelerarão a mudança de valor do SO para níveis mais altos de aplicações. A integração da plataforma de sistema operacional com conteúdo inovador e serviços, por meio de lojas de aplicativos e ambientes de desenvolvimento, será um diferencial básico. Desenvolvedores e ecossitemas de usuários serão atributos essenciais para smartphones.

O Symbian pode se fragmentar como conseqüência de sua mudança para o open source. A Nokia e qualquer outro fornecedor usando código open source da Symbian Foundation personalizará sua plataforma, adicionando aplicações únicas ou melhorias proprietárias na interface do usuário para se diferenciar sua oferta. A licença Eclipse que governa o Synbian open source não exige que aperfeiçoamentos proprietários do fornecedor sejam compartilhados com a comunidade. Este risco existe com o Android, que é controlado pela licença Apache.

Se a Symbian Foudation não obedecer uma iniciativa que é verdadeiramente independente da Nokia, fabricantes alternativos direcionarão seu próprio trabalho de interface do usuário para o Android, mesmo que tenham menores benefícios. OEMs da Symbian como Samsung, LG e Sony Ericsson já estão desenvolvendo dispositivos baseados no Android.

Roberta Cozza e Monica Basso – Gartner

[Plantão Info]

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